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FUI DA IGREJA DE CRISTO INTERNACIONAL!

 

Em 1990 eu estava na Igreja Evangélica “O Brasil para Cristo” – Pompéia, lá tinha algumas amizades. Uma de minhas amigas conheceu uma “Igreja”, que na verdade, como pude descobrir mais tarde, era uma seita enganadora. Essa “igreja” não tinha denominação, eles apenas se identificavam como “Igreja de Cristo em São Paulo” ou “Igreja do Reino” (não tem nada haver com a Igreja Universal do Reino de Deus). Nessa “igreja” faziam cultos duas vezes por semana, os quais chamavam de PALESTRAS. E uma vez por semana realizavam o chamado BATE-PAPO BÍBLICO, onde era lido e comentado textos da Bíblia, e onde as pessoas tinham a liberdade de fazerem comentários e darem as sua opiniões. Os cultos eram realizados em cinemas, teatros e salões de bufe que alugavam. Acreditavam que os evangélicos eram hipócritas e não salvos. Baseavam-se em Mateus 23:13-28 dando a essa passagem a aplicação para os membros das igrejas evangélicas. Convidavam as pessoas sempre com um sorriso demonstrando muita amizade, para conforme diziam, conhecerem o “movimento cristão”. Explicavam que esse “movimento” visava restaurar o cristianismo como o era no primeiro século.  Chamavam as pessoas para os cultos e Bate-Papos, e em seguida depois de todos os estudos, faziam o “cálculo de despesas”, ou seja, tinham uma conversa séria com os interessados para saber se eles queriam fazer parte do movimento. Se sim, tinham de serem batizadas, e se fossem evangélicos, deveriam ser rebatizados, pois para eles o batismo evangélico não valia nada. Afirmavam que um discípulo verdadeiro fazia discípulos, senão, não era cristão. E que a salvação dependia do batismo nas águas. Antes de a pessoa ser batizada, tinha de confessar os seus pecados com quem tivesse fazendo os “cálculos de despesas”. Na ceia era servido suco de uva normal, mas em vez de pão, davam uma bolacha sem sal, que era passada e cada um quebrava um pedacinho para participar. Qualquer indivíduo podia participar da ceia, ou seja, não haviam restrições. Depois de batizada a pessoa passaria a ter um discipulador do mesmo sexo. A esse discipulador a pessoa teria de dar satisfações de tudo da sua vida, e buscar conselhos e orientações em tudo o que fosse querer fazer. Além disso, deveria prestar contas todos os dias para o discipulador, de quanto tempo orou, se orou, se leu, quanto tempo leu, se fez anotações do que leu, se convidou pessoas para o movimento, quantas convidou,....etc. Se houvessem falhas a pessoa era severamente repreendida. A oração não podia ter menos de uma hora, e baseavam essas exigências em Lucas 10:17-20. Entretanto agora vejo que os discípulos não ficavam prestando contas para Jesus, e faziam tudo de livre e espontânea vontade, Jesus não ficava cobrando-os.  O “movimento” impunha um jugo pesado, tão contrário ao descanso que Cristo oferece.

O “movimento” não acreditava no batismo com Espírito Santo, diziam que a vinda do Espírito só aconteceu em Atos 2, para introduzir o reino de Deus entre os judeus, e em Atos 10:44-48 para introduzi-lo entre os gentios. Colocavam também que hoje a Bíblia está completa, e, portanto não precisavam de confirmações através de sinais, como línguas. Portanto ninguém lá falava em línguas, porque eles insistiam que as línguas faladas em Atos 2 eram compreendidas e não confusas como acontece entre os pentecostais. Por exemplo: Shirley é americana, Maria é espanhola e Fábio é brasileiro. Na descida do Espírito um vai falar a língua do outro. Entretanto isso é muito questionável porque em Atos 19: 1-7 diz que ele eram cristãos, da mesma cidade e com o mesmo idioma, e mesmo assim falaram em línguas estranhas. Em I Coríntios 14:2 diz que línguas estranhas é mistérios com Deus e por isso não é compreensível. Ensinavam para contestar o movimento pentecostal, que somente os doze discípulos e em quem eles impunham as mãos é que tinham os dons espirituais e que podiam fazer milagres, e, portanto os dons e milagres não mais se manifestavam.  Porém esse ensino não está de acordo com as Escrituras, que diz em João 14:12-14 que os que “crêem” em Jesus, farão as mesmas obras que ele fez, e ainda maiores, não diz “somente os doze discípulos”, mas os que crêem no geral.

O “movimento” não convidava os idosos porque diziam que eles tinham o coração muito duro para Deus, o foco principal era os jovens, era comum então vermos pessoas nos cultos até quarenta e poucos anos. Isso é muito errado porque Deus tem o poder de amolecer qualquer coração. Veja que prática absurda já que Deus usou pessoas como Moisés, Abraão e Nicodemos, que não eram jovens! Eram idosos e nem por isso Deus deixou de usá-los. Deus não faz acepção de pessoas!

O movimento apregoava uma igreja perfeita, sem nenhum problema ou atrito. Entretanto na Bíblia vemos a Igreja com seus problemas, como divisões, murmurações, e até imoralidade. Veja a Igreja em Corinto (I Co 1:10-17) e a Igreja de Éfeso que chegou a perder seu primeiro amor. Não existe igreja perfeita como o “movimento” apregoa! A Igreja perfeita só existirá lá no céu.

O movimento não presenciava manifestações do poder de Deus, até mesmo não oravam pelos enfermos. Tinha uma moça lá que a mãe dela tinha câncer e a preocupação deles era darem seus estudos distorcidos e batizá-la para salvação antes que morresse. Viam Jesus mais como um modelo de alguém revolucionário, e queriam seguir esse exemplo. Mas careciam de uma intimidade com Jesus.

Fiquei lá felizmente por apenas dois anos, e pela graça de Deus saí de lá.

Maiores detalhes de meu testemunho estarei dando na publicação – “Lobo em pele de Cordeiro”.

 

Testemunho da irmã C.R.*

 

*Iniciais do nome da irmã. Maiores esclarecimentos entre em contato com nosso e-mail: flprofessor@yahoo.com.br