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DOUTRINAS HERÉTICAS DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL (CCB) - Parte 1



"Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores."
Mateus 7:15



I  - Dados Históricos:

Fundada em 20 abril de 1910, pelo italiano Louis Francescon, na cidade de Santo Antonio da Platina, no Estado do Paraná, Brasil. O nascimento de Francescon deu-se em 29 de março de 1866, em Cavasso Nuovo, Província de Udine - Itália, e sua morte em 07 de setembro de 1964, na cidade de Oak Park, Illinois - Estados Unidos.
Tendo imigrado para os E.U.A em 03-03-1890, Francescon filiou-se a igreja Presbiteriana Italiana de Chicago, onde foi eleito diácono e posteriormente ancião. Separou-se da igreja por ter tido uma "revelação divina" de que o batismo desta estava errado. Vem para o Brasil e funda a seita no Paraná, e em fins de junho do mesmo ano vem a São Paulo, e batiza 20 pessoas oriundas de denominações evangélicas e alguns católicos. Em 1943 é publicada a primeira edição em português do hinário de uso exclusivo da CCB - "Hinos de Louvores e Súplicas a Deus", até então só se cantava em italiano.
Francescon antes de falecer abriu trabalhos na Argentina e nos Estados Unidos, que com o tempo se transformaram em denominações evangélicas. Na Argentina o trabalho de Francescon foi incorporado a Igreja Cristã Pentecostal da Argentina, e nos Estados Unidos uniu-se as Assembléias de Deus Pentecostais Italianas formando assim uma nova denominação evangélica - a Igreja Cristã da América do Norte. O que aconteceu nesses países infelizmente não foi o que aconteceu no Brasil. Com sede na cidade de São Paulo, a CCB apresenta doutrinas seriamente questionáveis, verdadeiras heresias mantidas em prejuízo da integridade do evangelho.

II - Fontes de autoridade
(1) Mensagens recebidas no momento do culto ("buscar a palavra")
(2) Literatura da Congregação
*Histórico da Obra de Deus revelada pelo Espírito Santo, no século atual: conta a origem e desenvolvimento da CCB.
*Pontos de Doutrina e Fé que uma vez foi dada aos santos: É o manual de doutrinas da CCB.
*Mensagens: Uma série de "profecias" dadas aos adeptos da CCB.
*Histórico e instruções as orquestras: Instruções aos músicos da CCB.
(3) A Bíblia: Somente na tradução de João Ferreira de Almeida Atualizada (ARA), e de acordo com a visão dos anciãos.


III - Doutrinas


1.Afirmação de serem a única igreja verdadeira de Deus na Terra

A CCB é exclusivista, rejeita e ataca as denominações cristãs, e não as reconhecem.

Refutação:
Jesus não aceita tal tipo de exclusivismo (Marcos 9:38-41; Mateus 23:13).
A salvação não está em uma organização religiosa, mas somente no Senhor Jesus (João 14:6; Atos 4:12; Colossenses 1: 14,18; I Timóteo 2:5). Jamais uma organização religiosa poderá gloriar-se de ser o "caminho", pois esta posição há muito já está ocupada! Somente Jesus Cristo pode salvar o homem. Ele não é apenas um caminho, mas o caminho, a verdade e a vida (João 14:6)
Todo aquele que crê no Senhor é salvo, e faz parte de Sua Igreja (Romanos 10:9-10,13; I Coríntios 1:2; João 1:12;Efésios 1:13,22-23).
A Igreja do Senhor é um organismo espiritual, invisível, universal, composta por todos os crentes em Cristo, do mundo todo, de todos os tempos, desde seu início no Pentecostes até consumação dos séculos.(Mateus 16:18; Romanos 10:11-13;I Coríntios 1:2; Efésios 3:21,5:25; Hebreus 12:23;etc). O exclusivismo religioso da CCB prova que seus adeptos estão contra o Espírito Santo de Deus, cuja principal obra é a da unidade espiritual (I Coríntios 12:13; Efésios 2:16-22, 4:3-6).
Confiar em uma organização religiosa para a salvação é uma espécie de idolatria ( Jeremias 7:1-14, Atos 19:24,27,35). Nas reuniões da "irmandade" até mesmo os testemunhos que dão exaltam sua organização religiosa. Essa atitude é totalmente contrária ao Espírito Santo de Deus, que exalta, testifica e glorifica somente o Senhor Jesus Cristo( João 15:26-27, 16:14).
A característica de todo aquele que serve a Deus, ou seja, de um cristão, é de ter comunhão com outros cristãos (I João 1:7; Salmo 133:1).
Assim como no judaísmo havia a seita dos fariseus, que era extremamente exclusivista e legalista a ponto de "fechar o reino dos céus aos homens"(Mateus 23:13), assim procedem os adeptos da CCB, incorrendo na reprovação do Senhor Jesus por tal prática.


2.Regeneração batismal
Para a CCB o batismo é necessário para a salvação, e somente o administrado pelos anciãos é verdadeiro e válido.

Refutação:
Pregar o batismo salvífico, é pregar outro evangelho (Gálatas 1:6-9; Atos 15:1,9,11; Romanos 1:17; II Coríntios 11:4).
Quem regenera é o Espírito Santo, quando a pessoa se arrepende de seus pecados e crê em Jesus (Tito 3:5-7; I Pedro 1:18-19). O batismo não lava pecados e sim o sangue de Cristo (I João 1:7; Apocalipse 1:5, 5:9-10).
Pergunta-se então ás seitas que apregoam a regeneração batismal -
"Se o batismo é essencial para a salvação, então o que acontece com alguém que recebe Jesus como Salvador, e ainda não é batizado, e sofrendo um acidente vem a falecer? Ele vai para o céu, ou para o inferno? Se ele vai para o céu, então o batismo não é uma exigência para a salvação? Se ele vai para o inferno, então a fé em Jesus não é suficiente para salva-lo?"
O ladrão na cruz foi salvo sem ser batizado (Lucas 23:42-43).
O batismo assim como a ceia do Senhor são apenas simbólicos, a salvação está na realidade que eles apontam - o Senhor Jesus (João 14:6; Atos 16:31; Romanos 10:9-10,13; Efésios 2:8,9; compare Mateus 3:15 com Tito 3:5).
Cornélio e sua família receberam o Espírito Santo como selo de salvação antes do batismo (Atos 10:44-48).
O evangelho de salvação é distinto do batismo (I Coríntios 1:17; Romanos 1:16).
A doutrina do batismo salvífico adotada pela CCB é a mesma da Igreja Católica Apostólica Romana, ambas as seitas interpretam falsamente João 3:5 - "nascer da água" como sendo o batismo nas águas. A palavra "água" de João 3:5 refere-se à Palavra de Deus (João 4:14, 6:63, 15:3;I Pedro 1:23; Efésios 5:26; Tiago 1:18).
Os adeptos da CCB se assemelham aos judaizantes que perturbavam a igreja primitiva, enquanto os judaizantes pregavam que sem a circuncisão a salvação não era efetuada (Atos 15:1), os adeptos da CCB pregam que sem o batismo a salvação não é efetuada. O interessante é que o batismo cristão é comparado por Paulo a circuncisão judaica (Colossenses 2:11-12). Essa pregação da CCB é um outro evangelho (Gálatas 1:7-9)


3.Rejeição do estudo da Bíblia
A CCB rejeita o estudo da Bíblia, e taxa os que a estudam de "carnais".

Refutação:
Veja as definições de estudar de acordo com o dicionário Aurélio:
[De estudo + -ar2.]
V. t. d.
1. Aplicar a inteligência a, para aprender: 2
2. Dedicar-se à apreciação, análise ou compreensão de; examinar, analisar: 2
3. Observar atentamente: 2
4. Procurar fixar na memória; esforçar-se para saber de cor: 2 2
5. Freqüentar o curso de; cursar: 2
6. Examinar ou observar atentamente: 2
7. Exercitar-se ou adestrar-se em: 2
8. Ensaiar previamente (uma atitude, um gesto, um acessório, a posição dum objeto, etc.), para ter idéia do efeito: 2
V. int.
9. Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber, ou adquirir instrução ou conhecimentos.
10. Exercitar-se, adestrar-se.
11. Ser estudante: 2
12. Ser estudioso: 2
13. Meditar, pensar; assuntar: 2
14. Bras. N.E. Ficar em pé, diante da manjedoura, sem comer (o animal cavalar ou bovino).
V. p.
15. Aprender a conhecer-se; observar-se; analisar-se.
Devemos estudar tudo, o que inclui a Bíblia (I Tessalonicenses 5:21;I Timóteo 4:13,15; II Timóteo 2:15, 4:13;Mateus 13:52; Atos 6:2,4;Provérbios 9:9, 4:20-22;Salmo 1:2, 119:97-99).
Deve se desconfiar de qualquer grupo ou instituição religiosa que proíba o estudo da Bíblia pelos seus membros. Pois, isso mostra que se o estudo é proibido, existe fragilidade doutrinária no seu corpo doutrinário, e que suas doutrinas de inspiração humana e muitas vezes diabólicas não podem ser avaliadas, julgadas ou criticadas por um juízo maior - a Palavra de Deus.
Aquele que lê a Bíblia é bem-aventurado (Apocalipse 1:3; Isaías 34:16; Efésios 3:4).
Devemos meditar e decorar (guardar no coração) a Bíblia (Salmo 1:2,119:11).
A característica de todo aquele que pertence a Deus é dar valor à Sua Palavra (I Pedro 1:25-2:2; Salmo 119:47,48,97, 105,167; Provérbios 10:14).
O estudo da Bíblia produz vida, porque a Bíblia é a própria Palavra do Espírito Santo de Deus (João 6:63; Hebreus 4:12; I Pedro 1:23; Efésios 6:17;Tiago 1:18,21; Josué 1:8; Salmo 1:2-3, 19:7-10, 119:6,25,50,93,97-100,107,148,154; Provérbios 5:20-22, 15:14; João 15:7; Atos 6:2,4; I Timóteo 4:13-15; II Timóteo 2:15, 3:15-17;etc).
O antiintelectualismo (irracionalismo) apregado pela CCB é uma forma de conformação com o mundo, um mundanismo, semelhante ao paganismo, e uma válvula de escape para fugir à responsabilidade, dada por Deus, do uso cristão de nossas mentes (II Coríntios 4:4; Efésios 4:17-21; Atos 17:23;Salmo 32:8-9,73:22; Provérbios 6:6-11; Isaías 1:3,18, 26:3; Jeremias 8:7; Jó 38:3, 40:7; etc).
Uma mente cristã é uma mente treinada, informada, e equipada para manusear os dados bíblicos. (Romanos 10:2; Jeremias 4:22; Provérbios 30:2; Oséias 4:6; Isaías 5:13; Provérbios 1:2, 3:13-15; I Pedro 1:5; I Coríntios 2:6, 3:1-2; Hebreus 5:11 a 6:3; Filipenses 1:9-11; Colossenses 1:9-10; Lucas 10:27; I Coríntios 14:20; Romanos 12:1-2; Filipenses 4:8; II Coríntios 5:11; Atos 17:2-4, 19:8-10; Isaías 34:16; Daniel 10:13; Provérbios 2:1-6; Deuteronômio 17:19; I Pedro 3:15; II Pedro 3:18;etc)
A forma como a CCB apresenta o Espírito Santo sendo contra o conhecimento e estudo da Palavra de Deus, revela que eles crêem em outro "Espírito" (II Coríntios 11:4; I João 4:1) diferente daquele que é apresentado na Bíblia (II Timóteo 3:16-17; II Pedro 1:11-12, 23-25, 2:1-2; II Pedro 1:20-21, 3:18). O Espírito Santo é chamado de Espírito da Verdade e nos guiará a toda a verdade (João 16:13), e de acordo com Jesus a Palavra de Deus é a Verdade (João 17:17).
Não é de Deus o ensino de que não se deve estudar ou examinar a Bíblia, certamente essa rejeição do estudo bíblico é muito apropriada para a seita, visto que se os adeptos começarem a estudar a Bíblia verão que suas crenças estão muito distantes e contrárias ao ensino bíblico (Salmo 119:9,11,15,45,67; Isaías 8:20; Mateus 22:29; João 8:31-31; Efésios 4:13-15; Colossenses 3:16).
Os hereges gnósticos no primeiro século tão combatidos pelos apóstolos, propagavam que o conhecimento era adquirido por meio da "gnose", que era um conhecimento adquirido não pelo estudo e meditação racional, mas por meio de uma iluminação mística espiritualista. Tal heresia está mascarada com uma roupagem "cristã", e é propagada pela CCB.
Como a Igreja Católica, na época de Martinho Lutero, temia perder o controle das pessoas, se elas estudassem e conhecessem a Bíblia, assim age o "ministério espiritual" da CCB proibindo seu estudo.


4.Uso de um "pedacinho de pano" ou lencinho como véu
As mulheres da CCB são obrigadas a usarem um "pedaço de pano" ou lencinho durante o culto, que equivocadamente chamam de véu.

Refutação:
O véu no Antigo Testamento não era um "pedaço de pano" ou "lencinho" em cima do cabelo, mas envolvia toda a cabeça, o que incluía o rosto, cobrindo-o (Gênesis 24:65; Isaías 25:7; II Coríntios 3:13).O pedacinho de pano que as mulheres da CCB usam é idêntico ao que é usado pelas seitas Católicas.
O assunto de Paulo em I Coríntios é o cabelo das mulheres e dos homens em relação a sociedade de Corinto(I Coríntios 11:14 e 15).Em tal sociedade o cabelo comprido para as mulheres e o curto para os homens denotava decência (versos 6 e 14). Entre os judeus não havia problemas no uso do cabelo comprido para os homens, visto que até mesmo foi instituído por Deus a lei dos nazireus onde os mesmos não passavam navalha na cabeça (Veja Números 6:1-8; Juízes 16:17-19; II Samuel 14:25-26)e alguns homens judeus até mesmo tinham o costume de usarem uma cobertura material para a cabeça(Levítico 16:4; Ezequiel 24:17; Daniel 3:21), e no caso das mulheres judias haviam ocasiões em que elas precisavam raspar os cabelos,isso sem haver nenhuma implicação moral (Levítico 13:29-33; Números 6:1-2,8-9,18-19).
Não é possível que Paulo tivesse insistido em que as mulheres gentias de Corinto seguissem uma prática distintamente judaica do uso do véu, já que seria contra o seu próprio ensino de não impor costumes e leis judaicas (tais como a circuncisão) aos crentes gentios (Atos 15:1,19-20,28-29, 21:25). O uso do véu na sociedade greco-romana do primeiro século não era comum, sendo entretanto uma prática distintamente oriental da época. Nos círculos gentios a questão girava em torno do penteado e cabelo das mulheres (Veja I Timóteo 2:9).
No verso 15 de I Coríntios 11 a palavra grega traduzida "em lugar de" ou "em vez de" ("anti") transmite a idéia de substituição, ela é usada para indicar que uma pessoa ou coisa é, ou deve ser substituída por outra, então temos que "o cabelo foi dado em lugar de véu".
Em resumo vemos que:
a. O pedaço de pano usado pelas mulheres da CCB é o mesmo adotado pelas Igrejas Católica Apostólica Romana e Católica Ortodoxa, e não o véu tais como as mulheres judias usavam.
b. O texto de I Coríntios 11 trata do comprimento do cabelo para homens e mulheres tendo em vista o costume da sociedade gentia de Corinto.
c. Paulo não impôs nenhuma prática judaica para os cristãos a não ser as mencionadas em Atos 15:19-20.
Quando Maria de Betânia ungiu a Jesus, isto é, seus pés e depois os enxugou, não o fez com um véu, mas com seus cabelos, e o Mestre não a condenou por isso (João 12:1-3). Pedro recomendou ás irmãs que deviam cobrir , não a cabeça, "mas o homem encoberto no coração; no trajo incorruptível de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus".(I Pedro 3:3,4)


5.Rejeição do cargo de pastor
A CCB ataca e repudia o cargo de pastor.

Refutação:
Jesus foi quem instituiu os pastores na igreja (Jeremias 3:15, 23:4;João 21:15-17; Efésios 4:11).
A Igreja cristã possui pastores (Efésios 4:11; I Pedro 5:2;Hebreus 13:7,17).
Jesus é o Sumo Pastor (I Pedro 5:4), se há o Sumo Pastor, há também os sub pastores ou apenas pastores (Jeremias 3:15, 23:4; Efésios 4:11)
Se o fato de Deus ter sido chamado Pastor anula o ministério pastoral, então também não poderiam haver os anciãos já que Deus é também chamado de Ancião(Daniel 7:9,13, 22)
Deus tem seus pastores que fazem sua santa vontade na terra (Isaías 44:28).
Jesus Cristo é reconhecido na Bíblia como Apóstolo, Profeta, Evangelista, Bispo, Pastor e Mestre(Hebreus 3:1; João 7:40; Deuteronômio 18:15; Efésios 2:17; I Pedro 2:25; João 10:11; João 3:2). Todavia os líderes na Igreja poderiam ser chamados de apóstolos, profetas, evangelistas, bispos, pastores e mestres (Efésios 4:11; Hebreus 13:7,17; Atos 13:1, 21:8; I Coríntios 1:1; Filipenses 1:1).
A CCB ao combater os pastores que Deus deu à Igreja, combate e luta contra o próprio Deus. (Atos 5:37-38; Lucas 10:16)


6. O ataque ao sustento pastoral
A CCB ensina que é errado o sustento pastoral.

Refutação:
O sustento pastoral é bíblico (2 Coríntios 11:8; I Timóteo 5:17-18; I Coríntios 9:4-14; Filipenses 4:15-19; II Timóteo 2:4).
Jesus e os apóstolos viviam das ofertas que recebiam. Em João 12:6 lemos que existia uma bolsa onde eram depositadas as contribuições para o sustento deles (João 13:29; Lucas 8:3;Mateus 10:10; Lucas 10:7).
Ao se opor ao sustento dos pastores consagrados ao ministério, a CCB se opõe a própria determinação da Palavra de Deus. (II Coríntios 4:2; Jó 24:13)


7.Rebatismo "em nome de Jesus"
A CCB criou uma fórmula batismal estranha ao cristianismo, e que impõe como única verdadeira. Os adeptos da CCB são batizados "em nome de Jesus" e "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", uma quaternidade de nomes. Os que não são batizados dessa maneira, devem rejeitar a sua experiência anterior, e serem rebatizados "em nome de Jesus".

Refutação:
Essa doutrina é diabólica porque faz com que os evangélicos que se unem a CCB neguem a Jesus, pois a experiência anterior é negada (Mateus 10:33; II Timóteo 2:12).
A fórmula adotada pela igreja cristã, e que Cristo ensinou é "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo", em nome de uma trindade, e não de uma quaternidade (Mateus 28:18-20).
Quando Pedro em sua pregação disse que os que se converteram deveriam se batizar "em nome de Jesus", estava querendo mostrar que a ordem ou autoridade do batismo vinha de Jesus, e a fórmula que ele ordenou é "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Atos 2:38; Mateus 28:18-20). A menção do batismo em nome de Jesus encontra-se em passagens bíblicas que não tratam de fórmula batismal, e ,sim, de atos ou eventos do batismo. A prova disso é que em Atos 2:38 diz: "em nome de Jesus Cristo"; Atos 8:16 diz: "em o nome do Senhor Jesus"; Atos 10:48 diz: "em nome do Senhor"; e em Atos 19:5 se lê: "em nome do Senhor Jesus". Se essas passagens revelassem a fórmula batismal, seriam iguais, pois toda fórmula é padronizada, ademais não é possível que Pedro, dez dias depois da ordem de Jesus em Mateus 28:19, agisse de modo tão diferente alterando a fórmula batismal.
Nada se deve acrescentar ou retirar da Palavra de Deus (Apocalipse 22:18-19; Deuteronômio 4:2; Provérbios 30:6).
O rebatismo adotado pela CCB mostra que ela é uma seita herética, e não uma denominação cristã (Mateus 12:30, 23:15).


8. A expressão "te batizo" ao invés de "eu te batizo"
A CCB entende que ao dizer "eu te batizo" é a carne que opera e o homem se coloca na frente de Deus.

Refutação:
A CCB além de não conhecer a Bíblia, desconhece também, a língua portuguesa, quando afirma que deve-se dizer no ato do batismo "te batizo" ao invés de "eu te batizo". Que diferença há em dizer: "Eu te batizo" ou "Te batizo"?! O sujeito não está oculto? O oficiador do batismo é o homem, não se trata de presença sobrenatural para o efetuar (João 4:1-2; Mateus 28:19; Atos 8:38). Imagine você: se um homicida, na hora de matar alguém, disser: "te mato", e atirar. Será que o juiz não o condenará pelo fato de ele ter dito "te mato", pensando com isso não ter sido ele? Além do mais, se, pelo fato de utilizar a expressão "eu te batizo", estivermos aborrecendo a Deus, então João Batista teria ofendido a Deus, pois ele dizia "eu vos batizo com água" (Mateus 3:11)? Será que a CCB acha que João Batista era carnal e se colocava na frente de Deus?(Marcos 1:8; João 1:26)


9.Rejeição do sistema de contribuição do dízimo
A CCB rejeita o sistema de contribuição do dízimo afirmando que ele apenas vigorou na lei.

Refutação:
O dízimo é anterior a lei (Gênesis 14:18-22).
O dízimo é adotado pela lei (Levítico 27:32; Malaquias 3:8-10).
O dízimo foi adotado na dispensação da graça pela igreja cristã (Hebreus 7:1-8).
Abraão é chamado de pai da fé (Romanos 4:16; Gálatas 3:7-9), logo os cristãos de todo o mundo são filhos de Abraão. Melquisedeque por sua vez é um tipo de Jesus Cristo (Hebreus 7:1-3). O sacerdócio de Cristo tem a ver com o sacerdócio de Melquisedeque (Hebreus 7:17-21) e é um sacerdócio eterno, logo Abraão reconhece a superioridade de Melquisedeque, e dá-lhe o dízimo de tudo (Gênesis 14:20), assim o crente em relação a Cristo (Hebreus 7:8).
Jesus não é contra o dízimo (Mateus 23:23).
Ao contrário do que se possa pensar, na CCB existem vários tipos de contribuições, que são: (1) oferta da piedade, (2) oferta para compra de terrenos, (3) oferta para fins de viagem,(4) oferta para conservação de prédios e,(5) oferta de votos, tais contribuições não são feitas publicamente, mas deveriam (Lucas 21:1-3). O texto de Mateus 6:1-4 refere-se a esmolas e não as ofertas, as ofertas devem ser dadas publicamente, e não as ocultas. Publicamente a CCB não faz coleta, de modo que a pessoa que lá adentra pela primeira vez tem a impressão de que na CCB não se fala em dinheiro, funciona tudo como com as Testemunhas de Jeová que fazem convites ao povo em geral e imprimem nos seus folhetos, "NÃO SE FAZ COLETA", o certo é que já fizeram de porta em porta quando venderam suas revistas.
Como se recolhem todas essas ofertas se não são feitas publicamente? Tudo é colocado na mão do porteiro, logo na entrada do templo, onde os envelopes indicam o destino que se deve dar ao dinheiro. É assim que, hipocritamente, fazem-se contribuições mais numerosas e mais pesadas do que o dízimo, mas de modo oculto para os de fora.


10.Blasfêmia contra o Espírito Santo ligado ao adultério e a prostituição
O adepto da CCB que comete o pecado de adultério ou prostituição não tem mais perdão, porque "blasfemou contra o Espírito Santo".

Refutação:
Esse estranho ensino é antibíblico (I João 1:9; João 8:1-11).
A blasfêmia contra o Espírito Santo é a rejeição absoluta de um coração endurecido ao rogo final de Deus (Marcos 3:28-30; Mateus 12:22-32; Lucas 11:14-22; João 10:37-38).É a rejeição deliberada e derradeira da obra especial do Espírito Santo que testemunha diretamente ao coração do pecador à respeito de Jesus como Salvador e Senhor, resultando assim na recusa total de crer, fechando então a porta para a salvação(João 16:7-11).
Não existe nenhuma menção nas Escrituras que ligue o adultério a blasfêmia contra o Espírito Santo.
O adultério e a prostituição de acordo com os apóstolos estão no mesmo nível de outros pecados (Romanos 2:21-23; I Coríntios 6:10-11; II Coríntios 12:19-21;Gálatas 5:3-5; Colossenses 3:5; Tiago 2:11-13; Apocalipse 21:8).
Jesus ensinou que o adultério é cometido interiormente, antes mesmo do ato (Mateus 5:28;Marcos 7:20-23).
O cristão que cometeu um pecado de natureza sexual na igreja de Corinto, foi disciplinado severamente, mas depois de seu arrependimento foi perdoado (I Coríntios 5:1-5,13 compare com II Coríntios 2:5-11).
Esse ensino da CCB é notadamente de inspiração maligna e farisaica, pois leva o adepto da CCB que cometeu adultério ou algum pecado de natureza sexual a perder toda a esperança em Deus.(João 10:10; I João 2:1-2)


11.Sono da alma após a morte
A CCB ensina que após a morte o homem cai em um estado de inconsciência, semelhante ao sono, a que denominam em relação aos seus adeptos de "repouso dos santos", e que só após a ressurreição conhecerá o seu destino.

Refutação:
Após a morte, a existência é consciente, o cristão vai para junto de Jesus no céu, e o ímpio para o inferno (II Coríntios 5:1-8; Filipenses 1:21-25; Atos 7:56-59; Salmo 9:17; Provérbios 5:5; Mateus 18:9, 23:23; Lucas 12:5; 16:19-31; II Pedro 1:13-15)
O erro fundamental desse ensino da CCB é de tomar a "morte" como extinção e aniquilação, enquanto que "morte" na Bíblia é separação(Eclesiastes 12:7).
Deus é Espírito incorpóreo dotado de inteligência e vontade. Os anjos são igualmente incorpóreos, porém, inteligentes, ativos e perceptivos. Também as almas e espíritos humanos após a morte levam para a existência, no estado intermediário entre a morte a ressurreição, a vitalidade consciente e a expressividade volitiva, isto é, conservam todos os elementos racionais de um ser inteligente e espiritualmente dinâmico.
A expressão bíblica "dormir" ou "adormecer" é usada quando se refere a morte como uma figura de linguagem, e apenas em relação ao corpo(Mateus 27:52;Eclesiastes 12:7; Gênesis 35:18; I Tessalonicenses 4:13-17; João 11:11-14). "Dormir" ou "adormecer" são figuras de linguagens apropriadas para o corpo, uma vez que a morte é apenas temporária, aguardando apenas a ressurreição, ocasião em que o corpo será "despertado". Além disso, tanto o ato de dormir quanto a morte possuem a mesma postura - o corpo permanece deitado.
A palavra de Cristo na cruz ao ladrão arrependido: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lucas 23:43) é uma das muitas provas da consciência da alma imediatamente após a morte.
A morte física é a separação da natureza imaterial do homem de sua natureza material (Gênesis 35:18; I Reis 17:22; Eclesiastes 12:7;Lucas 8:55). Paulo dá outros títulos à natureza material do homem (corpo) chamando de "homem exterior" e a natureza imaterial do homem (alma e espírito) chama-a de "homem interior" (Veja 2 Coríntios 4:16-18, 5:1-9).
Destarte que a doutrina do sono da alma é antibíblica.


12.Rejeição da certeza de salvação
A CCB ensina que não podemos ter a certeza da salvação.

Refutação:
A Bíblia afirma que podemos ter certeza de salvação (João 3:16,18,36; Romanos 8:16; I Coríntios 1:18, 5:1; Filipenses 1:21 e 23; I João 5:12-13).
Os que ensinam que não podemos ter a certeza de salvação, chamam Deus de mentiroso, negando o Seu testemunho (I João 5:9-13).
A certeza de salvação do cristão está no fato de que ela não depende de seus méritos, mas dos méritos de Jesus Cristo alcançados na cruz do Calvário (João 10:28-29, 11:25-26; Romanos 4:24-25, 5:1,11,17, 8:1,4, 29-39;Filipenses 1:6 Apocalipse 1:5-6, 5:9-10).
Você consegue imaginar os crentes do primeiro século, sendo devorados por leões e outras feras, sofrendo verdadeiro martírio nas arenas romanas, e não possuindo sequer certeza de salvação?! A história registra que o fato de possuírem segurança eterna, fazia-os louvar e exaltar o nome do Senhor, quando martirizados, o que enfurecia em demasia os imperadores romanos.
Uma das características principais daqueles que pertencem a uma seita herética é a falta de certeza de salvação, isso porque, somente aqueles que crêem realmente em Cristo e possuem o Espírito Santo tem a convicção de que são salvos (Veja: Romanos 8:1,9-10,16; II Coríntios 5:1-2; Efésios 1:13-14; Filipenses 1:23; Colossenses 3:4; I Tessalonicenses 4:17; II Timóteo 1:12).


13.Oração somente de joelhos
A CCB ensina que a oração só é aceitável a Deus se for feita de joelhos.

Refutação:
Jesus orou em pé (João 11:32,41-43; Lucas 23:34-46).
O publicano orou em pé e sua oração foi ouvida (Lucas 18:13-14).
Temos diversos exemplos bíblicos que mostram orações sendo feitas em pé, andando, sentado, deitado e em outras posições (Mateus 9:27, 15:22,23; Jonas 2:1,2; Gênesis 18:22-33; Mateus 14:30; Lucas 18:13,14, 23:42-43,46; João 17:1;Atos 7:59,60; II Crônicas 20:5,6, 13-15; Isaías 38:1-5; Mateus 20:30-34; Atos 2:2; Salmo 4:4; Neemias 9:4-38;etc).
Devemos orar em todo lugar , em todo tempo e sem cessar (I Timóteo 2:8; Efésios 6:18; I Tessalonicenses 5:17;Gênesis 18:22; Atos 2:1-4; I Reis 18:42; Jonas 2:1-3; Isaías 38:2-3; Salmo 4:3-4,8).
Não é a posição do corpo que influi na resposta da oração, mas a situação do coração (Salmo 51:17, 66:18;Isaías 1:15-16; 59:1-2).
Se formos seguir a linha de raciocínio da CCB as orações dos paraplégicos e doentes graves não seriam ouvidas, pois não podem se ajoelhar.


14.Rejeição da pregação do evangelho em lugares públicos
Os adeptos da CCB não pregam o evangelho, eles fazem proselitismo, e condenam todos aqueles que pregam em lugares públicos.

Refutação:
Essa doutrina coloca a CCB contra o maior pregador ao ar livre de todos os tempos - o Senhor Jesus! Jesus pregou muitas vezes o evangelho em lugares públicos (Lucas 13:26, 14:21,23; Marcos 1:14-16,20, 2:13, 6:56; Mateus 5:1, 9:35, 13:1-3, 8:1, 28:16-20, etc).
Os apóstolos pregavam em lugares públicos (Atos 16:13, 17:17,34, 20:20, 28:1).
A intenção dos adeptos da CCB ao se aproximarem dos evangélicos é desencaminha-los para a "verdadeira graça de Deus" que ao ver deles é sua organização religiosa, tal atitude revela a verdadeira face desse movimento, bem como quem está por trás dele. (Deuteronômio 13:1-4;Jeremias 2:11; Mateus 7:15; 23:15, 24:23-24; Efésios 4:14; II Coríntios 11:3-4,13-15)
A pregação dos discípulos era para os que não conheciam Jesus como Salvador pessoal, e a mensagem que pregavam era o evangelho de Deus, o próprio Jesus, e nunca sua "organização religiosa" ou um "conjunto de doutrinas de homens" (Marcos 13:10;Lucas 2:10-11; I Coríntios 15:1-4;I Coríntios 2:1-2; II Coríntios 4:5; Romanos 15:20;Atos 2:22-24,36, 3:12-15,20, 4:10-12,17-18, 5:29-31,42, 8:35).
Jesus jamais disse ao pecador: "Vinde ao templo para serdes salvos" pelo contrário diz à Igreja: "Ide por todo mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15).


15.O uso de um beijo ritualístico como "ósculo santo"
A CCB insiste em afirmar que a saudação deles é o ósculo santo bíblico, e que somente eles obedecem a Bíblia integralmente. Contudo o "ósculo santo" praticado pela CCB é com distinção (homem beija homem e mulher beija mulher) e só em caso de viajem ou na despedida do culto.

Refutação:
O ósculo santo que a Bíblia mostra é dado em todo lugar e indistintamente (Gênesis 27:27, 29:11; I Samuel 20:41; Lucas 7:38-45, 15:20; Atos 20:37; Romanos 16:1,5-7,12-16; Gálatas 3:28-29).
Seguindo o raciocínio da CCB deveríamos também praticar o lava-pés (João 13:14), mas tanto o ósculo santo como o lava-pés são costumes com raízes orientais, o cristão deve ater-se aos princípios que eles nos ensinam: o ósculo santo - o amor fraternal; e o lava-pés - a humildade(João 13:12-15; Romanos 16:16; I Pedro 5:5; Hebreus 13:1).
Se os apóstolos quisessem que o ósculo santo fosse incorporado como doutrina, eles teriam dito o ósculo santo, assim como falamos do batismo e da ceia.
Quando mencionado em algumas epístolas trata-se de apenas uma referência afetuosa, tendo o mesmo sentido de uma saudação nossa, quando por exemplo escrevemos à pessoas íntimas e pedimos para dar beijos nas crianças e um abraço neste ou naquele, e por isso é sempre mencionado no final das epístolas nas seções de despedidas, e não no começo ou no meio (I Coríntios 16:20-21; Filipenses 4:21; Colossenses 4:18; II Tessalonicenses 3:17; II Timóteo 4:19; Tito 3:15; Filemom 23).
 

Continua...

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